Estrutura Atómica, Isótopos e Massa Atómica Relativa: Exame de Treino
Testa os teus conhecimentos de Química HSC sobre estrutura atómica, isótopos, contagem de partículas iónicas e massa atómica relativa com este exame de treino cronometrado original de 40 valores. Inclui soluções resolvidas e critérios de classificação detalhados.
Este enunciado de treino original do tutorgum avalia a tua compreensão da estrutura atómica, da notação isotópica, da estabilidade nuclear e da massa atómica relativa. Inclui questões sobre a contagem de partículas, cálculos de médias ponderadas e problemas em que tens de determinar a composição isotópica de um elemento a partir da sua massa atómica relativa.
01Instruções do exame
- Disciplina: Química, edição do programa de 2017.
- Âmbito: Apenas estrutura atómica, isótopos e massa atómica relativa.
- Tempo de leitura sugerido: 5 minutos.
- Tempo de resolução sugerido: 50 minutos.
- Cotação total: 40 valores.
- Material permitido: Calculadora científica e tabela periódica.
- Resolução: Apresenta os cálculos de forma clara, inclui unidades quando apropriado e indica as massas atómicas relativas com duas casas decimais, salvo indicação em contrário.
Estes tempos e condições são sugestões para esta prova de treino, não constituindo regras oficiais de exame.
Esta é uma prova de treino original do tutorgum. Não é uma prova oficial da NESA, nem uma prova por ela aprovada, realizada em anos anteriores ou prevista para um exame futuro.
Conteúdos avaliados
A prova abrange:
- Número atómico, número de massa e notação isotópica.
- Número de protões, neutrões e eletrões em átomos e iões.
- Isótopos e a sua posição na tabela periódica.
- Núcleos estáveis e instáveis.
- Cálculo da massa atómica relativa a partir das massas isotópicas e das abundâncias naturais.
- Cálculo de abundâncias isotópicas desconhecidas a partir da massa atómica relativa.
As configurações eletrónicas, as tendências periódicas, a ligação química, a estequiometria, os cálculos de decaimento nuclear e outros módulos do programa estão excluídos.
Utiliza as massas isotópicas fornecidas em cada questão. Quando as massas isotópicas forem indicadas em unidades de massa atómica unificada (\(\mathrm{u}\)), utiliza os seus valores numéricos no cálculo da média ponderada. A massa atómica relativa é adimensional, pelo que não deves acrescentar uma unidade à tua resposta final.
Resolve todas as questões antes de consultares as soluções comentadas.
02Questões
Questão 1 (5 valores)
Considera o átomo neutro de alumínio representado pelo símbolo isotópico \(\ce{^{27}_{13}Al}\).
(a) Indica o número atómico e o número de massa deste átomo. (2 valores)
(b) Determina o número de protões, neutrões e eletrões deste átomo. (3 valores)
Questão 2 (6 valores)
Considera os dois iões seguintes.
(a) Para o ião cloreto \(\ce{^{37}_{17}Cl^-}\), determina o número de protões, neutrões e eletrões. (3 valores)
(b) Para o ião magnésio \(\ce{^{24}_{12}Mg^2+}\), determina o número de protões, neutrões e eletrões. (3 valores)
Questão 3 (4 valores)
Um ião contém 15 protões, 16 neutrões e 18 eletrões.
(a) Calcula o número de massa deste ião. (1 valor)
(b) Escreve o seu símbolo isotópico, incluindo o número atómico, o número de massa e a carga iónica. (2 valores)
(c) Indica se o átomo neutro formou este ião ao ganhar ou perder eletrões e determina quantos eletrões foram transferidos. (1 valor)
Questão 4 (7 valores)
O esquema abaixo compara dois núcleos atómicos, identificados como A e B. Cada círculo representa um nucleão, e a legenda distingue os protões dos neutrões.
- Protões
- Neutrões
(a) Indica o número de protões e de neutrões em cada núcleo. (2 valores)
(b) Escreve o símbolo isotópico de cada núcleo, incluindo o seu número atómico e número de massa. (2 valores)
(c) Explica por que razão os átomos representados por A e B ocupam a mesma posição na tabela periódica. (1 valor)
(d) Para esta questão, considera que o carbono-12 tem um núcleo estável e que o carbono-14 tem um núcleo instável. Explica o significado dos termos estável e instável em termos de transformação nuclear. (2 valores)
Questão 5 (5 valores)
O boro tem dois isótopos que ocorrem naturalmente. As respetivas massas isotópicas e abundâncias naturais são apresentadas abaixo.
| Isótopo | Massa isotópica (u) | Abundância natural |
|---|---|---|
| \(\ce{^{10}_{5}B}\) | 10.01 | 19.9% |
| \(\ce{^{11}_{5}B}\) | 11.01 | 80.1% |
(a) Calcula a massa atómica relativa do boro com duas casas decimais. Apresenta os cálculos. (4 valores)
(b) Explica por que razão a massa atómica relativa calculada está mais próxima de 11.01 do que de 10.01. (1 valor)
Questão 6 (5 valores)
Um elemento hipotético T tem exatamente dois isótopos, com massas de 62.0 u e 64.0 u. A sua massa atómica relativa é 63.4.
Assume que estes são os únicos dois isótopos presentes e que a massa atómica relativa é calculada a partir da sua média ponderada.
(a) Seja \(x\) a abundância fracionária do isótopo com massa de 64.0 u. Escreve uma equação que relacione \(x\) com a massa atómica relativa. (2 valores)
(b) Calcula a abundância percentual de cada isótopo. (2 valores)
(c) Uma amostra contém 200 átomos de T. Estima o número de átomos com massa de 64.0 u. (1 valor)
Questão 7 (4 valores)
Uma amostra de um elemento contém, no total, 200 átomos. Destes, 120 átomos pertencem a um isótopo com massa de 28.0 u e 80 átomos pertencem a um isótopo com massa de 30.0 u.
(a) Calcula a abundância percentual de cada isótopo. (2 valores)
(b) Calcula a massa atómica relativa do elemento com duas casas decimais. (2 valores)
Questão 8 (4 valores)
Duas amostras preparadas contêm apenas os isótopos de cloro \(\ce{^{35}_{17}Cl}\) e \(\ce{^{37}_{17}Cl}\). As respetivas composições isotópicas são apresentadas abaixo.
Para esta questão, utiliza as massas isotópicas arredondadas de 35.0 u e 37.0 u.
| Amostra | Abundância de cloro-35 | Abundância de cloro-37 |
|---|---|---|
| A | 75% | 25% |
| B | 60% | 40% |
(a) Calcula a massa isotópica média ponderada de cada amostra com duas casas decimais. (2 valores)
(b) Explica por que razão as amostras têm massas médias ponderadas diferentes, apesar de conterem o mesmo elemento. (2 valores)
03Soluções comentadas e critérios de classificação
Solução 1
(a) Número atómico e número de massa
Para \(\ce{^{27}_{13}Al}\):
- Número atómico = 13.
- Número de massa = 27.
O número inferior indica o número atómico, que corresponde ao número de protões. O número superior indica o número de massa, que corresponde ao número total de protões e neutrões.
Critérios de classificação (2 valores)
- Número atómico igual a 13. (1 valor)
- Número de massa igual a 27. (1 valor)
(b) Número de protões, neutrões e eletrões
O número atómico indica o número de protões.
\[ \text{Protões}=13 \]
O número de massa corresponde ao número total de protões e neutrões, pelo que:
\[ \begin{aligned} \text{Neutrões} &= 27-13\\ &=14 \end{aligned} \]
Como o átomo é neutro, tem igual número de protões e eletrões.
\[ \text{Eletrões}=13 \]
Os valores finais são 13 protões, 14 neutrões e 13 eletrões.
Critérios de classificação (3 valores)
- Número de protões correto. (1 valor)
- Cálculo e número de neutrões corretos. (1 valor)
- Número de eletrões correto para um átomo neutro. (1 valor)
Solução 2
(a) Ião cloreto, \(\ce{^{37}_{17}Cl^-}\)
O número atómico é 17, pelo que o ião contém 17 protões.
O número de neutrões corresponde ao número de massa menos o número atómico:
\[ \begin{aligned} \text{Neutrões} &= 37-17\\ &=20 \end{aligned} \]
A carga negativa significa que o ião ganhou um eletrão em relação ao átomo neutro de cloro.
\[ \text{Eletrões}=17+1=18 \]
Assim, o ião cloreto contém 17 protões, 20 neutrões e 18 eletrões.
Critérios de classificação (3 valores)
- 17 protões. (1 valor)
- 20 neutrões. (1 valor)
- 18 eletrões. (1 valor)
(b) Ião magnésio, \(\ce{^{24}_{12}Mg^2+}\)
O número atómico é 12, pelo que o ião contém 12 protões.
O número de neutrões é:
\[ \begin{aligned} \text{Neutrões} &= 24-12\\ &=12 \end{aligned} \]
A carga \(2+\) significa que o ião perdeu dois eletrões. Um átomo neutro de magnésio tem 12 eletrões, pelo que o ião tem:
\[ \text{Eletrões}=12-2=10 \]
Assim, o ião magnésio contém 12 protões, 12 neutrões e 10 eletrões.
Critérios de classificação (3 valores)
- 12 protões. (1 valor)
- 12 neutrões. (1 valor)
- 10 eletrões. (1 valor)
Solução 3
(a) Número de massa
O número de massa é a soma dos protões e dos neutrões.
\[ \begin{aligned} A &= 15+16\\ &=31 \end{aligned} \]
O número de massa é 31.
Critérios de classificação (1 valor)
- Cálculo correto e resposta igual a 31. (1 valor)
(b) Símbolo isotópico
O número atómico é 15. Este valor identifica o elemento como fósforo, \(\mathrm{P}\).
O número de massa é 31, pelo que o isótopo é o fósforo-31.
Existem 15 protões e 18 eletrões. O ião tem mais três eletrões do que protões, o que lhe confere uma carga \(3-\).
O símbolo isotópico completo é:
\[ \boxed{\ce{^{31}_{15}P^3-}} \]
Critérios de classificação (2 valores)
- Símbolo isotópico correto do fósforo, com número atómico 15 e número de massa 31. (1 valor)
- Carga iónica correta de \(3-\). (1 valor)
(c) Transferência de eletrões
O ião tem 18 eletrões, mas apenas 15 protões. Por conseguinte, tem mais três eletrões do que o átomo neutro.
O átomo neutro de fósforo ganhou três eletrões para formar o ião.
Critérios de classificação (1 valor)
- Indica que foram ganhos três eletrões. (1 valor)
Solução 4
(a) Número de protões e neutrões
De acordo com o esquema de partículas contadas:
- O núcleo A contém 6 protões e 6 neutrões.
- O núcleo B contém 6 protões e 8 neutrões.
Ambos os núcleos têm o mesmo número de protões, mas números diferentes de neutrões.
Critérios de classificação (2 valores)
- Número correto de protões para ambos os núcleos. (1 valor)
- Número correto de neutrões para ambos os núcleos. (1 valor)
(b) Símbolos isotópicos
Ambos os núcleos contêm seis protões. Por conseguinte, o seu número atómico é 6, o que identifica o elemento como carbono.
Para o núcleo A:
\[ A=6+6=12 \]
O seu símbolo isotópico é:
\[ \ce{^{12}_{6}C} \]
Para o núcleo B:
\[ A=6+8=14 \]
O seu símbolo isotópico é:
\[ \ce{^{14}_{6}C} \]
Critérios de classificação (2 valores)
- Símbolo correto para o núcleo A. (1 valor)
- Símbolo correto para o núcleo B. (1 valor)
(c) Posição na tabela periódica
Ambos os átomos têm seis protões, pelo que ambos têm número atómico 6. A identidade de um elemento e, consequentemente, a sua posição na tabela periódica são determinadas pelo seu número atómico.
Os átomos ocupam a mesma posição na tabela periódica porque são isótopos do mesmo elemento.
Critérios de classificação (1 valor)
- Explica que ambos os isótopos têm o mesmo número atómico porque possuem o mesmo número de protões. (1 valor)
(d) Núcleos estáveis e instáveis
Um núcleo estável não sofre decaimento radioativo espontâneo.
Um núcleo instável pode sofrer uma transformação espontânea através do decaimento radioativo. Este processo pode libertar partículas ou radiação à medida que o núcleo se transforma.
Para os isótopos desta questão, o carbono-12 é estável, enquanto o carbono-14 é instável.
Critérios de classificação (2 valores)
- Descreve corretamente um núcleo estável como um núcleo que não sofre decaimento espontâneo. (1 valor)
- Descreve corretamente um núcleo instável como um núcleo que pode sofrer decaimento radioativo espontâneo. (1 valor)
Solução 5
(a) Massa atómica relativa do boro
A massa atómica relativa, \(A_r\), é a média ponderada das massas isotópicas. A massa de cada isótopo é multiplicada pela sua abundância fracionária, e os produtos são somados.
Primeiro, converte as percentagens em frações:
- Boro-10: \(19.9\% = 0.199\).
- Boro-11: \(80.1\% = 0.801\).
Em seguida, calcula a média ponderada:
\[ \begin{aligned} A_r &= 10.01(0.199)+11.01(0.801)\\ &=1.99199+8.81901\\ &=10.811\\ &\approx 10.81 \end{aligned} \]
A massa atómica relativa do boro é 10.81, com duas casas decimais.
Repara que deves utilizar as massas isotópicas, e não calcular simplesmente a média dos dois números de massa. O isótopo mais abundante contribui mais para o valor final.
- Reta numérica das massas
- Boro-10: 10.01 u; 19.9%
- Média ponderada: 10.81
- Boro-11: 11.01 u; 80.1%
Critérios de classificação (4 valores)
- Converte ambas as abundâncias percentuais nas frações corretas. (1 valor)
- Escreve a expressão da média ponderada utilizando as duas massas isotópicas e as respetivas abundâncias. (1 valor)
- Calcula o resultado não arredondado de 10.811. (1 valor)
- Apresenta o resultado de 10.81 com duas casas decimais. (1 valor)
(b) Por que razão o resultado está mais próximo de 11.01
O boro-11 representa 80.1% dos átomos, sendo, por isso, muito mais abundante do que o boro-10. Consequentemente, a sua massa tem uma contribuição maior para a média ponderada, aproximando a massa atómica relativa de 11.01.
Critérios de classificação (1 valor)
- Explica que a maior abundância do boro-11 aproxima a média ponderada da sua massa isotópica. (1 valor)
Solução 6
(a) Construção da equação
Seja \(x\) a abundância fracionária do isótopo com massa de 64.0 u.
As abundâncias dos dois isótopos têm de somar 1. Por conseguinte, a abundância fracionária do isótopo com massa de 62.0 u é \(1-x\).
A média ponderada é 63.4, pelo que:
\[ 62.0(1-x)+64.0x=63.4 \]
Esta equação inclui ambos os isótopos e as respetivas abundâncias fracionárias.
Critérios de classificação (2 valores)
- Representa a abundância do isótopo mais leve como \(1-x\). (1 valor)
- Escreve a equação correta da média ponderada. (1 valor)
(b) Cálculo das abundâncias dos dois isótopos
Começa com a equação:
\[ 62.0(1-x)+64.0x=63.4 \]
Desenvolve os parênteses e agrupa os termos com \(x\):
\[ \begin{aligned} 62.0-62.0x+64.0x&=63.4\\ 62.0+2.0x&=63.4\\ 2.0x&=1.4\\ x&=0.70 \end{aligned} \]
Como \(x\) representa a abundância fracionária do isótopo mais pesado, a sua abundância percentual é:
\[ 0.70\times100\%=70\% \]
O isótopo mais leve constitui a percentagem restante:
\[ 100\%-70\%=30\% \]
Assim:
- Isótopo com massa de 62.0 u: 30%.
- Isótopo com massa de 64.0 u: 70%.
Critérios de classificação (2 valores)
- Resolve corretamente a equação e obtém \(x=0.70\). (1 valor)
- Indica as abundâncias dos dois isótopos como 30% e 70%, respetivamente. (1 valor)
(c) Número de átomos do isótopo mais pesado
O isótopo mais pesado representa 70% dos 200 átomos.
\[ \begin{aligned} N &= 0.70\times200\\ &=140 \end{aligned} \]
A amostra contém 140 átomos do isótopo com massa de 64.0 u.
Critérios de classificação (1 valor)
- Calcula corretamente 140 átomos. (1 valor)
Solução 7
(a) Abundância percentual de cada isótopo
Primeiro, confirma o número total de átomos:
\[ 120+80=200 \]
A abundância percentual de cada isótopo é o seu número de átomos dividido pelo número total de átomos, multiplicado por 100%.
Para o isótopo com massa de 28.0 u:
\[ \frac{120}{200}\times100\%=60\% \]
Para o isótopo com massa de 30.0 u:
\[ \frac{80}{200}\times100\%=40\% \]
As abundâncias percentuais são 60% e 40%.
Critérios de classificação (2 valores)
- Calcula corretamente 60% para o isótopo com massa de 28.0 u. (1 valor)
- Calcula corretamente 40% para o isótopo com massa de 30.0 u. (1 valor)
(b) Massa atómica relativa
Converte as abundâncias percentuais em frações: 60% corresponde a 0.60 e 40% corresponde a 0.40.
Multiplica cada massa isotópica pela respetiva abundância fracionária e, em seguida, soma os resultados:
\[ \begin{aligned} A_r &= 0.60(28.0)+0.40(30.0)\\ &=16.8+12.0\\ &=28.80 \end{aligned} \]
A massa atómica relativa é 28.80.
Critérios de classificação (2 valores)
- Utiliza um cálculo correto da média ponderada. (1 valor)
- Obtém a resposta final de 28.80 com duas casas decimais. (1 valor)
Solução 8
(a) Massa isotópica média ponderada de cada amostra
Utiliza a abundância fracionária de cada isótopo para calcular a média ponderada.
Na amostra A, as abundâncias são 75% e 25%, correspondendo às frações 0.75 e 0.25.
\[ \begin{aligned} A_{r,A} &= 0.75(35.0)+0.25(37.0)\\ &=26.25+9.25\\ &=35.50 \end{aligned} \]
Na amostra B, as abundâncias são 60% e 40%, correspondendo às frações 0.60 e 0.40.
\[ \begin{aligned} A_{r,B} &= 0.60(35.0)+0.40(37.0)\\ &=21.00+14.80\\ &=35.80 \end{aligned} \]
As massas isotópicas médias ponderadas são:
- Amostra A: 35.50 u.
- Amostra B: 35.80 u.
Os valores correspondentes da massa relativa são 35.50 e 35.80, sem unidades.
Critérios de classificação (2 valores)
- Média ponderada correta para a amostra A. (1 valor)
- Média ponderada correta para a amostra B. (1 valor)
(b) Por que razão as amostras têm massas médias ponderadas diferentes
Ambas as amostras contêm cloro-35 e cloro-37. Estes isótopos têm o mesmo número atómico, 17, pelo que contêm o mesmo número de protões e pertencem ao mesmo elemento.
No entanto, as amostras têm proporções diferentes dos dois isótopos. A amostra B contém uma percentagem maior do isótopo mais pesado, cloro-37, do que a amostra A. Isto desloca a média ponderada da amostra B em direção ao isótopo mais pesado, resultando numa massa média superior.
- Amostra A: cloro-35 75%, cloro-37 25%
- Amostra B: cloro-35 60%, cloro-37 40%
- Média da amostra A: 35.50 u
- Média da amostra B: 35.80 u
Critérios de classificação (2 valores)
- Explica que ambos os isótopos têm o mesmo número de protões e, por isso, representam o mesmo elemento. (1 valor)
- Explica que abundâncias isotópicas diferentes produzem massas médias ponderadas diferentes. (1 valor)
Fim da prova – 40 valores
Ao corrigires o teu trabalho, presta especial atenção a três aspetos: subtrai o número atómico ao número de massa para determinar o número de neutrões, ajusta o número de eletrões de acordo com a carga iónica e utiliza abundâncias fracionárias, em vez de percentagens expressas como números inteiros, nos cálculos de médias ponderadas.